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Quais são os tipos de riscos identificados no PGR

Entender quais são os tipos de riscos identificados no PGR é um dos pontos mais importantes para qualquer empresa que busca cumprir as normas de segurança do trabalho, reduzir acidentes e proteger seus colaboradores. O PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos – tornou-se obrigatório para praticamente todas as organizações após a atualização da NR-1, substituindo definitivamente o antigo PPRA.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 2,7 milhões de trabalhadores morrem todos os anos devido a acidentes ou doenças ocupacionais. No Brasil, o Observatório de SST registrou mais de 400 mil acidentes apenas em 2023. Esses números reforçam a importância da correta identificação dos riscos no ambiente de trabalho.

Este guia, desenvolvido com base nas diretrizes do MTE, NR-1, NR-9, OMS, Fundacentro e estudos técnicos, segue integralmente os princípios do Google E-E-A-T, garantindo precisão, confiabilidade e autoridade.

O que é o PGR e qual sua função na segurança ocupacional?

O PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) é o documento base para a gestão preventiva dentro das empresas. Ele estabelece métodos claros para identificar, avaliar e controlar riscos que possam afetar a saúde e segurança dos trabalhadores.

Principais componentes do PGR:

  • Inventário de riscos
  • Plano de ação
  • Monitoramento contínuo
  • Registro histórico
  • Revisão periódica

Por que os tipos de riscos identificados no PGR são tão importantes?

A classificação dos riscos não é apenas uma exigência legal, mas uma base estratégica para prevenir acidentes e doenças ocupacionais.

Principais benefícios:

  • Cumprimento das normas regulamentadoras
  • Redução de afastamentos e acidentes
  • Diminuição de custos operacionais
  • Mais produtividade
  • Ambiente seguro e motivador

Estudos da Fundacentro mostram que empresas com gerenciamento de riscos estruturado reduzem em até 40% a taxa de acidentes graves.

Tipos de Riscos Identificados no PGR

Os tipos de riscos identificados no PGR são organizados em cinco categorias principais:

  1. Riscos Físicos
  2. Riscos Químicos
  3. Riscos Biológicos
  4. Riscos Ergonômicos
  5. Riscos de Acidentes (ou Mecânicos/Operacionais)

A seguir, cada grupo será detalhado com exemplos práticos, referências às NRs e situações reais vivenciadas por trabalhadores.

1. Riscos Físicos

Riscos físicos são aqueles vinculados a agentes de energia que podem afetar o organismo humano.

Exemplos mais comuns:

  • Ruído
  • Vibração
  • Radiações ionizantes
  • Radiações não ionizantes
  • Calor
  • Frio
  • Umidade
  • Pressões anormais

Exemplos reais de exposição

  • Trabalhadores operando marteletes pneumáticos expostos a vibração intensa.
  • Operadores de caldeiras atuando em ambientes com calor extremo.
  • Profissionais da indústria submetidos a ruído acima de 85 dB.
  • Base legal: NR-15 (Anexos 1, 2, 3, 7 e outros).

2. Riscos Químicos

Estão relacionados à presença e exposição a substâncias químicas nocivas.

Exemplos:

  • Poeiras
  • Vapores
  • Fumos
  • Névoas
  • Neblinas
  • Solventes
  • Gases tóxicos

Exemplos reais

  • Pintores expostos a solventes orgânicos.
  • Trabalhadores de postos de combustíveis expostos ao benzeno.
  • Auxiliares de limpeza manuseando produtos corrosivos.
  • Base legal: NR-15 (Diversos Anexos Químicos).

3. Riscos Biológicos

São riscos relacionados à exposição a organismos vivos patogênicos.

Incluem:

  • Vírus
  • Bactérias
  • Fungos
  • Parasitas
  • Protozoários

Exemplos reais

  • Enfermeiros expostos a fluidos corporais e aerossóis.
  • Trabalhadores de coleta de lixo em contato com material contaminado.
  • Manipuladores de alimentos expostos a contaminações microbiológicas.
  • Base legal: NR-32 – Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde.

4. Riscos Ergonômicos

Os riscos ergonômicos estão relacionados à forma como o trabalho é executado e como o corpo humano interage com as atividades, mobiliários, ferramentas e exigências cognitivas.

Eles são, atualmente, uma das principais causas de afastamento no Brasil, representando mais de 30% das doenças ocupacionais notificadas (Fonte: Previdência Social, 2023).

Exemplos comuns de riscos ergonômicos:

  • Posturas inadequadas
  • Movimentos repetitivos
  • Levantamento excessivo de peso
  • Trabalho em pé por longos períodos
  • Exigências cognitivas elevadas
  • Ritmo de trabalho acelerado
  • Metas excessivas

Exemplos reais

  • Operadores de caixa em supermercados realizando movimentos repetitivos.
  • Colaboradores em escritórios trabalhando com mesas inadequadas.
  • Estoquistas carregando volumes acima do recomendado pela NR-17.

5. Riscos de Acidentes (Mecânicos/Operacionais)

Os riscos de acidentes são os mais imediatos e impactam diretamente a integridade física do trabalhador. Eles estão relacionados ao ambiente físico, máquinas, processos e falhas operacionais.

Exemplos mais frequentes:

  • Máquinas sem proteção
  • Ferramentas defeituosas
  • Instalações elétricas irregulares
  • Quedas de altura
  • Quedas de objetos
  • Colisões com veículos internos
  • Pisos escorregadios

Exemplos reais

  • Operadores de máquinas industriais sem equipamentos de proteção.
  • Eletricistas expostos a fiações irregulares.
  • Trabalhadores em plataformas sem guarda-corpos.

Base legal:

    • NR-10: Segurança em instalações elétricas
    • NR-12: Segurança em máquinas e equipamentos
    • NR-35: Trabalho em altura

Como o PGR identifica todos esses riscos?

Para mapear os tipos de riscos identificados no PGR, a empresa precisa seguir um processo contínuo e técnico, garantindo precisão nas análises.

1. Inspeções Técnicas no Local

Profissionais qualificados (engenheiros e técnicos de segurança) realizam vistorias completas no ambiente de trabalho.

Essas inspeções incluem:

  • Avaliação de máquinas
  • Condições ambientais
  • Procedimentos operacionais
  • Equipamentos utilizados

2. Entrevistas com Trabalhadores

A coleta de informações diretamente com quem realiza as atividades é essencial para identificar riscos que não são visíveis a olho nu — como fadiga, dores, sobrecarga ou procedimentos improvisados.

3. Análise de Documentos

Inclui revisão de:

  • PCMSO
  • Fichas de EPI
  • Registros de acidentes
  • Laudos ambientais (LTCAT)
  • Exames ocupacionais

4. Medições e Monitoramentos

Para riscos físicos e químicos, a medição quantitativa é essencial.

Exemplos:

  • Decibelímetro para ruído
  • Dosímetros
  • Bombas gravimétricas para poeiras
  • Termômetros de globo para calor

Essas medições garantem precisão e atendem as exigências da NR-1 e NR-9.

Inventário de Riscos — o núcleo do PGR

O Inventário de Riscos é o documento oficial onde todos os riscos identificados são registrados e classificados.

Ele organiza:

Fonte geradora

Origem do risco (máquina, ambiente, produto etc.).

Tipo de risco

Físico, químico, biológico, ergonômico ou acidente.

Possíveis consequências

Lesões, doenças ocupacionais, afastamentos, risco grave e iminente.

Nível de risco

Avaliação combinada de probabilidade + severidade.

Medidas de controle existentes

Eficácia atual dos controles já implementados.

Medidas de controle recomendadas

Ações necessárias para reduzir o risco.

Classificação dos Níveis de Risco no PGR

O PGR utiliza metodologias quantitativas ou qualitativas, como:

Matriz de risco

  • Probabilidade
  • Severidade
  • Exposição

Método simplificado (para pequenas empresas)

Com base na NR-1.

Avaliação quantitativa

Quando o risco exige medição técnica (ruído, calor, agentes químicos).

Avaliação qualitativa

Quando a análise se baseia em observação e entrevistas (ergonomia, acidentes).

Plano de Ação – Como reduzir os riscos identificados no PGR

Plano de Ação – Como reduzir os riscos identificados no PGR

Após identificar os tipos de riscos identificados no PGR, o próximo passo é o plano de ação.

O plano inclui:

  • O que deve ser feito
  • Quem deve executar
  • Prazo de implementação
  • Recursos necessários
  • Indicadores de acompanhamento

     

Exemplos de medidas de controle

  • Substituição de máquinas perigosas
  • Melhoria da ventilação
  • Implementação de EPIs adequados
  • Treinamentos regulares
  • Reorganização do processo de trabalho
  • Ajustes ergonômicos

Monitoramento Contínuo

A NR-1 exige revisão e atualização sempre que houver:

  • Mudanças de layout
  • Novas máquinas
  • Novos produtos químicos
  • Alterações de processo
  • Acidentes ocorridos
  • Mudança de legislação

Essa etapa garante que os controles permaneçam eficazes ao longo do tempo.

Exemplos reais de impacto positivo do PGR

Caso 1 — Redução de ruído industrial

Após implantação de enclausuramento acústico, uma indústria reduziu em 17 dB a exposição dos trabalhadores.

Caso 2 — Redução de afastamentos por LER/DORT

Após ajustes ergonômicos, uma empresa de logística reduziu em 50% os afastamentos em 12 meses.

Caso 3 — Eliminação de riscos de quedas

Treinamentos + revisão de equipamentos resultaram em zero acidentes no setor após 18 meses.

Fontes externas recomendadas:

 

A importância do EPI e EPC na redução dos riscos identificados

Após a identificação dos riscos no PGR, entram em ação as medidas de controle. As duas principais são:

EPC – Equipamentos de Proteção Coletiva

São proteções instaladas no ambiente ou nas máquinas, como:

  • Exaustores
  • Guardas de máquinas
  • Sistemas de ventilação
  • Plataformas elevatórias
  • Trilhos e guarda-corpos

Os EPCs têm prioridade, conforme determina a NR-1, porque protegem todos os trabalhadores simultaneamente.

EPI – Equipamentos de Proteção Individual

Os EPIs são fornecidos de acordo com a NR-6 e complementam as medidas coletivas.

Exemplos:

  • Protetores auriculares
  • Respiradores
  • Luvas
  • Calçados de segurança
  • Óculos de proteção

Os EPIs são fundamentais, mas devem ser usados apenas após verificar se não há forma mais eficaz de eliminar o risco na fonte.

Treinamentos obrigatórios após identificar os riscos do PGR

Diversos tipos de riscos exigem treinamentos específicos, como:

Para riscos de acidentes

  • NR-35 – Trabalho em altura
  • NR-10 – Segurança em instalações elétricas
  • NR-12 – Segurança em máquinas e equipamentos

Para riscos ergonômicos

  • Treinamento de ergonomia
  • Uso correto de mobiliário e equipamentos

Para riscos químicos e biológicos

  • Manuseio seguro de substâncias
  • Higienização correta
  • Biossegurança (NR-32)

Consequências de não mapear corretamente os tipos de riscos identificados no PGR

Ignorar o PGR pode gerar danos graves à saúde dos colaboradores e prejuízos elevados à empresa.

Principais consequências:

  • Multas e autos de infração
  • Suspensão de atividades
  • Processos trabalhistas
  • Indenizações por doenças ocupacionais
  • Afastamentos prolongados
  • Impacto na produtividade
  • Aumento de custos operacionais

Estudo da OIT mostra que cada R$ 1 investido em prevenção retorna até R$ 4 em produtividade e redução de acidentes.

Como contratar um serviço profissional de PGR

Empresas sérias oferecem:

  • Visita técnica completa
  • Medições ambientais
  • Engenheiros e técnicos de segurança qualificados
  • Entregáveis claros (Inventário + Plano de Ação)
  • Suporte contínuo
  • Assessoria para NRs correlatas

 

Conclusão

Compreender detalhadamente quais são os tipos de riscos identificados no PGR é essencial para qualquer empresa que deseja atuar de forma segura, produtiva e em conformidade com a legislação atual.

O PGR é mais do que um documento: é um processo contínuo, que protege vidas, reduz custos, previne acidentes, fortalece a cultura de segurança e melhora o desempenho geral da organização.

Empresas que investem na gestão correta dos riscos demonstram maturidade, responsabilidade e compromisso com a saúde ocupacional.

Se você deseja implementar o PGR de forma eficiente, técnica e estratégica, contar com um especialista faz toda a diferença.

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Perguntas Frequentes

Os cinco principais são: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Eles formam a base da avaliação exigida pela NR-1.

O PGR é o Programa de Gerenciamento de Riscos que substituiu o PPRA. Ele é obrigatório para quase todas as empresas e ajuda a prevenir acidentes e doenças ocupacionais.

Somente profissionais qualificados, como engenheiros e técnicos de segurança do trabalho, seguindo as diretrizes da NR-1.

Sempre que ocorrerem mudanças no ambiente, processos, máquinas ou quando houver acidentes, além da revisão anual recomendada pela NR-1.

Todas, exceto MEIs sem riscos ocupacionais. Empresas de pequeno, médio e grande porte precisam manter seu PGR ativo.

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